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Louvando a Jesus...
Que seu dia seja tao iluminado
quanto a luz do sol
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Obrigado Senhor!
Obrigado Senhor pelos meus braços perfeitos...
Quando há tantos mutilados.
Pelos meus olhos perfeitos...
Quando há tantos cegos.
Pela minha voz que canta...
Quando tantas emudecem.
Pelas minhas mãos que trabalham... Quando tantas mendigam.
É maravilhoso Senhor!
Ter um lar para voltar...
Quando há tantos que não tem onde ir.
Sorrir...quando há tantos que choram.
Amar...quando há tantos que odeiam.
Sonhar...quando há tantos que se
revolvem em pesadelos.
Viver... quando há tantos que
morrem antes de nascer.
É maravilhoso Senhor, ter tão pouco
a pedir e tanto para agradecer...
Entrega teu caminho ao Senhor , confia Nele , e Ele tudo o fara
( Prov 11,30)
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Rosa
( Pixinguinha / Otavio de Souza )
Tu és, divina e graciosa Estátua majestosa do amor Por Deus esculturada E formada com ardor Da alma da mais linda flor De mais ativo olor Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente Aqui nesse ambiente de luz Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado Pregado e crucificado sobre a rosea cruz
Do arpante peito seu Tu és a forma ideal Estátua magistral Oh alma perenal Do meu primeiro amor, sublime amor Tu és de Deus a soberana flor Tu és de Deus a criação Que em todo coração sepultas um amor O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes quanto um sonho em flor És láctea estrela És mãe da realeza És tudo enfim que tem de belo
Em todo o resplendor da Santa Natureza Perdão, se ouso confessar-te Eu hei de sempre amar-te Oh flor meu peito não resiste Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor Que mais me faz penar em esperar Em conduzir-te um dia Ao pé do altar Jurar, aos pés do Onipotente Em preces comoventes de dor E receber a unção de tua gratidão
Depois de remir meus desejos Em nuvens de beijos Hei de envolver-te até meu padecer De todo fenecer
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Às vezes
Luiz Fernando Veríssimo
Às vezes as pessoas que amamos nos magoam E nada podemos fazer senão continuar nossa jorna Com nosso coração machucado. Às vezes nos falta esperança.
Às vezes o amor nos machuca profundamente, E vamos nos recuperando muito lentamente, Dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, Então descobrimos que precisamos acreditar, Tanto quanto precisamos respirar... É nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, Mas alguém entra em nossa vida, E se torna o nosso destino.
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, E a solidão aperta nosso coração Pela falta de uma única pessoa.
Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, Nos faz querer parar de viver, Até que algo toque nosso coração. Algo simples como a beleza de um pôr do sol, A magnitude de uma noite estrelada, A simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto, É a força da natureza nos chamando para a vida.
Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras E receberam sua confiança, Te traíram sem qualquer piedade.
Você descobre que algumas pessoas nunca disseram "eu te amo", Que outras disseram "eu te amo" uma única vez, E agora temem dizer novamente, e com razão. Mas se o seu sentimento for sincero Poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.
Assim, ao conhecer alguém, Não deixe de acreditar no amor, Mas certifique-se de estar entregando Seu coração para alguém que dê valor Aos mesmos sentimentos que você dá.
Certifique-se de que quando estão junto Aquele abraço vale mais que qualquer palavra.
Esteja aberto a algumas alterações, Mas cuidado pois se essa pessoa te deixar, Então nada irá lhe restar
Tenha sempre em mente Que às vezes tentar salvar um relacionamento, Manter um grande amor Pode ter um preço muito alto Se esse sentimento não for recíproco, Pois em algum outro momento Essa pessoa irá te deixar E seu sofrimento será ainda mais intenso Do que teria sido no passado.
Pode ser difícil fazer algumas escolhas, Mas muitas vezes isso é necessário Existe uma diferença muito grande Entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
Não procure querer conhecer Seu futuro antes da hora, Nem exagere em seu sofrimento, Esperar é dar uma chance à vida Para que ela coloque a pessoa certa em seu caminho.
A tristeza pode ser intensa, Mas jamais será eterna.
A felicidade pode demorar a chegar, Mas o importante é que ela venha para ficar E não esteja apenas de passagem
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O amor, quando se revela... Fernando Pessoa
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O amor, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bem olhar p'ra ela, Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há de dizer. Fala: parece que mente Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse, Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse Pra saber que a estão a amar! Mas quem sente muito, cala; Quem quer dizer quanto sente Fica sem alma nem fala, Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe O que não lhe ouso contar, Já não terei que falar-lhe Porque lhe estou a falar...
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Cecília Meireles
'' I put my dream in a ship
and place the ship upon the sea, - then, I opened the sea with my hands, so that my dream would sink. ''
Motive
I sing because the moment exists
And my life is complete because I know it.
I am not happy, I am not sad.
I am a poet.
Brother to things that are fleeting,
I feel no joy, nor have mistakes to mend,
I go through nights and days wandering
In the wind.
Will I destroy and build again?
Will I stay whole or fall apart?
- I don’t know, I don’t know. Will I remain?
Will I depart?
Yes, I sing. To me a song is everything,
It has eternal blood and rhythmic wing to soar.
And I know someday I will be mute and still
- and sing no more.
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Elegia (Elegy)
“My first tear fell upon your eyes.”
I did not dry it, afraid to let you know it had fallen.
The following day you were lying still, in your final
pose,
Set by the night, by the stars, and by my own hands.
You had the coldness of the morning dew;
the white
clearness of the moon.
I saw the sun rise and remain ignored by your eyes,
And the songs of birds and of flowing brooks
Were dead sounds to your lifeless ears
Where is your other you? In the wall? The furniture? The
ceiling?
I leaned over your face, sure of myself, as if I were a
mirror,
And sadly searched for you.
But that, too, was to no avail, like everything else
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“Freedom” is a word,
Nurtured by our human dreams,
That nobody can explain,
But we all know what it means!''
POEMA DO AMOR PERFEITO - Cecilia Meireles
Naquela nuvem, naquela,
mando-te meu pensamento:
que Deus se ocupe do vento.
Os sonhos foram sonhados,
e o padecimento aceito.
E onde estás, Amor-Perfeito?
Imensos jardins da insônia,
de um olhar de despedida
deram flor por toda a vida.
Ai de mim que sobrevivo
sem o coração no peito.
E onde estás, Amor-Perfeito?
Longe, longe, atrás do oceano
que nos meus olhos se aleita,
entre pálpebras de areia…
Longe, longe… Deus te guarde
sobre o seu lado direito,
como eu te guardava do outro,
noite e dia, Amor-Perfeito.
Canção do Amor-Perfeito Cecilia Meireles Eu vi o raio de sol
beijar o outono.
Eu vi na mão dos adeuses
o anel de ouro.
Não quero dizer o dia.
Não posso dizer o dono.
Eu vi bandeiras abertas
sobre o mar largo
e ouvi cantar as sereias.
Longe, num barco,
deixei meus olhos alegres,
trouxe meu sorriso amargo.
Bem no regaço da lua,
já não padeço.
Ai, seja como quiseres,
Amor-Perfeito,
gostaria que ficasses,
mas, se fores, não te esqueço.
Cecília Meireles, in 'Retrato Natural'
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Serenata
Permita que eu feche os meus olhos, pois é muito longe e tão tarde! Pensei que era apenas demora e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que eu emudeça: que me conforme em ser sozinha. Há uma doce luz no silêncio, e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo, e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo.
Cecília Meireles
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Meu Sonho
(Cecília Meireles)
Parei as águas do meu sonho para teu rosto se mirar. Mas só a sombra dos meus olhos ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada não têm coragem de cantar, vendo o meu sonho interminável e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra, perto do céu, por sobre o mar. Se não chegas nem pelo sonho, por que insisto em te imaginar ?
Quando vierem fechar meus olhos, talvez não se deixem fechar. Talvez pensem que o tempo volta, e que vens, se o tempo voltar
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TO SAIL IS NECESSARY...
''There was a time when I could see
a canal from my window. There was a boat swaying on the water. A boat
loaded with flowers. What was the destination of those flowers? Who would
buy them? In what vase, in what room, and before whom would they shine,
in their brief existence? Whose hands had grown them? And who was going
to smile with joy upon receiving them? I was no longer a child, but my
soul was completely happy.”
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L’amour perdu
Charlie Trapier
J’ai aime comme un reveur Mais j’ai perdu ma fleur et je regrette les odeurs du plaisir.
Maintenant l’orage est dans mon coeur et il ronfle, Et mes larmes encercle mes paupieres qui gonfle.
La vie n’est pas une repetition [generale], Mais les rue sont deserte dans la capital.
Je sais ce que j’avais et l’avenir est maigre Ou sont toute les bonne femmes, ou se cache t’elle?
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Ballade du Dernier Amour
Charles Cros
Amours heureux ou malheureux, Lourds regrets, satiété pire,
Yeux noirs veloutés, clairs yeux bleus, Aux regards qu'on ne peut pas dire, Cheveux noyant le démêloir Couleur d'or, d'ébène ou de cuivre, J'ai voulu tout voir, tout avoir Je me suis trop hâté de vivre.
Je suis las. Plus d'amour. Je veux Vivre seul, pour moi seul d'écrire Jusqu'à l'odeur de tes cheveux, Jusqu'à l'éclair de ton sourire, Dire ton royal nonchaloir, T'évoquer entière en un livre Pur et vrai comme ton miroir, Je me suis trop hâté de vivre.
En tes bras j'espérais pouvoir Attendre l'heure qui délivre ; Tu m'as pris mon tour. Au revoir. Je me suis trop hâté de vivre.
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Clarice Lispector
'' Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata''
PERFEIÇÃO
O que me tranqüiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão. Pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição
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Dá-me a tua mão
Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta.
De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia.
Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir - nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.
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MEU DEUS ME DE CORAGEM
Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços o meu pecado de pensar.
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PRECE
Alivia a minha alma, faze com que eu sinta que Tua mão está dada à minha, faze com que eu sinta que a morte não existe porque na verdade já estamos na eternidade, faze com que eu sinta que amar é não morrer, que a entrega de si mesmo não significa a morte, faze com que eu sinta uma alegria modesta e diária, faze com que eu não Te indague demais, porque a resposta seria tão misteriosa quanto a pergunta, faze com que me lembre de que também não há explicação porque um filho quer o beijo de sua mãe e no entanto ele quer e no entanto o beijo é perfeito, faze com que eu receba o mundo sem receio, pois para esse mundo incompreensível eu fui criada e eu mesma também incompreensível, então é que há uma conexão entre esse mistério do mundo e o nosso, mas essa conexão não é clara para nós enquanto quisermos entendê-la, abençoa-me para que eu viva com alegria o pão que eu como, o sono que durmo, faze com que eu tenha caridade por mim mesma, pois senão não poderei sentir que Deus me amou, faze com que eu perca o pudor de desejar que na hora de minha morte haja uma mão humana amada para apertar a minha, Amém.
CLARICE LISPECTOR
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SONETO DO AMOR TOTAL
Amo-te tanto meu amor...não cante O humano coração com mais verdade... Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante. E te amo além, presente na saudade. Amo-te enfim, com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar te mais do que pude
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De Repente
De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente, não mais que de repente.
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Soneto da Fidelidade
E tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meus pensamentos Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento E assim quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive) Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure
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Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.
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Inconfesso Desejo
Queria ter coragem Para falar deste segredo Queria poder declarar ao mundo Este amor Não me falta vontade Não me falta desejo Você é minha vontade Meu maior desejo Queria poder gritar Esta loucura saudável Que é estar em teus braços Perdido pelos teus beijos Sentindo-me louco de desejo Queria recitar versos Cantar aos quatros ventos As palavras que brotam Você é a inspiração Minha motivação Queria falar dos sonhos Dizer os meus secretos desejos Que é largar tudo Para viver com você Este inconfesso desejo
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MEMORIA
Amar o perdido deixa
confundido este coração.
Nada pode o ouvido contra
o sem sentido apelo do Não.
As coisas tangíveis tornam-se
insensíveis à palma da mão.
Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão
Drummond
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They are more delicate even than shrubs and they run
and run from one side to the other, always forgetting
something.
Surely they lack I don’t know what
basic ingredient, though they present themselves
as noble or serious, at times.
Oh, terribly serious,
even tragic.
Poor things, one would say that they hear
neither the song of the air nor the secrets of hay;
likewise they seem not to see what is visible
and common to each of us, in space.
And they are sad,
and in the wake of sadness they come to cruelty.
All their expression lives in their eyes–and loses itself
to a simple lowering of lids, to a shadow.
And since there is little of the mountain about them –
nothing in the hair or in the terribly fragile limbs
but coldness and secrecy — it is impossible for them
to settle themselves into forms that are calm, lasting
and necessary.
They have, perhaps, a kind
of melancholy grace (one minute) and with this they allow
themselves to forget the problems
and translucent inner emptiness
that make them so poor and so lacking
when it comes to uttering silly and painful sounds:
desire, love, jealousy
(what do we know?) — sounds that scatter and fall in the field
like troubled stones and burn the herbs and the water,
and after this it is hard to keep chewing away at our truth.
by Carlos Drummond de Andrade
How to wake, to live
How to wake up without hurt?
Restart without horror?
My sleep carried me
to that kingdom where life is inexistent
and I remain inert without passion.
How to repeat, day after day,
the incomplete fable,
to bear the likeness of all rough things
of tomorrow with the harsh things today?
How to protect myself from wounds
that tear in me the events,
any event
that resembles the earth and its purple
madness?
And the one more wound inflicted by myself
every single hour - torturer
of the innocent that I am not?
No one answers, life is cruel.
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In the Middle of the Road
In the middle of the road there was a stone
there was a stone in the middle of the road
there was a stone
in the middle of the road there was a stone.
Never should I forget this event
in the life of my fatigued retinas.
Never should I forget that in the middle of the road
there was a stone
there was a stone in the middle of the road
in the middle of the road there was a stone.
Original Portuguese:
"No meio do caminho"
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
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The Great Pain of Things That Will Happen
The great pain of things that will happen
turned into the most exquisite pleasure
when among a thousand photos that were displayed,
I had the grace and fortune of seeing you.
The kisses and the loving that was loved
recklessly from yours and my desire
flowering once again, will shine
in the misty light of daybreak.
The blessed past which was so cruel
and joyful today presents itself as tender
and makes my voice resonate again.
To exalt the resurrected love
that feeds on memory images,
changes the horror into sweetness.
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WRITTEN MUSICS
Minha Namorada
(Vinicius de Moraes)
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Meu poeta, eu hoje estou contente, Todo mundo de repente Ficou lindo, ficou lindo de morrer Eu hoje estou me rindo, nem eu mesma sei de quê Porque eu recebi uma cartinhazinha de você.
Se você quer ser minha namorada, Ai que linda namo ... rada Você poderia ser, se quiser ser somente minha Exatamente esta coisinha, esta coisa toda minha Que ninguém mais pode ser Você tem que me fazer um juramento De só ter um pensamento Ser só minha até morrer E também de não perder esse jeitinho De falar devagarinho Essas estórias de você E de repente me fazer muito carinho E chorar bem de mansinho Sem ninguém saber por que E se mais do que minha namorada, Você quer ser minha amada Minha amada, mas amada prá valer Aquela amada pelo amor predestinada, Sem a qual a vida é nada Sem a qual se quer morrer Você tem que vir comigo em meu caminho, E talvez o meu caminho seja triste prá você Os seus olhos têm de ser só dos meus olhos E os seus braços o meu ninho no silêncio de depois E você tem que ser a estrela derradeira Minha amiga e companheira no infinito de nós dois
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DESAFINADO Tom Jobim Se você disser que eu desafino amor Saiba que isso em mim provoca imensa dor Só privilegiados têm ouvido igual ao seu Eu possuo apenas o que Deus me deu Se você insiste em classificar Meu comportamento de antimusical Eu, mesmo mentindo devo argumentar Que isto é bossa nova Que isto é muito natural O que você não sabe, nem sequer pressente É que os desafinados também têm um coração Fotografei você na minha Rolleiflex Revelou-se a sua enorme ingratidão
Só não poderá falar assim do meu amor Este é o maior que você pode encontrar, viu/ Você com a sua música esqueceu o principal Que no peito dos desafinados No fundo do peito bate calado Que no peito dos desafinados Também bate um coração
EU SEI QUE VOU TE AMAR
Tom Jobim
Eu sei que vou te amar Por toda a minha vida, eu vou te amar Em cada despedida, eu vou te amar Desesperadamente Eu sei que vou te amar E cada verso meu será Prá te dizer que eu sei que vou te amar Por toda a minha vida
Eu sei que vou chorar A cada ausência tua eu vou chorar Mas cada volta tua há de apagar O que esta ausência tua me causou Eu sei que vou sofrer A eterna desventura de viver À espera de viver ao lado teu Por toda a minha vida
LUIZA
Tom Jobim
( Essa copio para a minha MAE Luiza)
Rua, Espada nua Boia no céu imensa e amarela Tão redonda a lua Como flutua Vem navegando o azul do firmamento E no silêncio lento Um trovador, cheio de estrelas Escuta agora a canção que eu fiz Pra te esquecer Luiza Eu sou apenas um pobre amador Apaixonado Um aprendiz do teu amor Acorda amor Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração
Vem cá, Luiza Me dá tua mão O teu desejo é sempre o meu desejo Vem, me exorciza Dá-me tua boca E a rosa louca Vem me dar um beijo E um raio de sol Nos teus cabelos Como um brilhante que partindo a luz Explode em sete cores Revelando então os sete mil amores Que eu guardei somente pra te dar Luiza Luiza
VOCÊ É LINDA Caetano Veloso
Fonte de mel uns olhos de gueixa Kabuki , máscara , choque entre o azul E o cacho de acácias , luz das acácias Você é mãe do sol A sua coisa é toda tão certa Beleza esperta Você me deixa a rua deserta, quando atravessa E não olha pra traz
Linda e sabe viver , você me faz feliz Esta canção é só pra dizer e diz Você é linda mais que demais, você é linda sim Onda do mar, do amor que bateu em mim
Você é forte em dentes e músculos Peitos e lábios Você é forte em letras e músicas Todas as músicas que ainda hei de ouvir No Abaeté areias e estrelas Não são mais belas Do que você mulher das estrelas Mina de estrelas, diga o que você quer
Gosto de ver você no seu ritmo Dona do carnaval Gosto de ter , sentir teu estilo ,e no seu intimo Nunca me faça mal
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&; Pela Luz dos Olhos Teus
Quando a luz dos olhos meus E a luz dos olhos teus Resolvem se encontrar Ai que bom que isso é meu Deus Que frio que me dá o encontro desse olhar Mas se a luz dos olhos teus Resiste aos olhos meus só pra me provocar Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar Meu amor, juro por Deus Que a luz dos olhos meus já não pode esperar Quero a luz dos olhos meus Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará Pela luz dos olhos teus Eu acho meu amor que só se pode achar Que a luz dos olhos meus precisa se casar.
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The girl from Ipanema
Tom Jobim e Vinicius
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Tall and tan and young and lovely The girl from Ipanema goes walking And when she passes, each one she passes goes "a-a-ah!" When she walks she's like a samba that Swings so cool and sways so gentle, That when she passes, each one she passes goes "a-a-ah!" Oh, but I watch her so sadly How can I tell her I love her? Yes, I would give my heart gladly But each day when she walks to the sea She looks straight ahead not at me Tall and tan and young and lovely The girl from Ipanema goes walking And when she passes I smile, but she doesn't see She just doesn't see No she doesn't see
xxx xxx
Olha que coisa mais linda Mais cheia de graça É ela menina Que vem e que passa Num doce balanço, a caminho do mar
Moça do corpo dourado Do sol de Ipanema O seu balançado é mais que um poema É a coisa mais linda que eu já vi passar
Ah, porque estou tão sozinho Ah, porque tudo é tão triste Ah, a beleza que existe A beleza que não é só minha Que também passa sozinha
Ah, se ela soubesse Que quando ela passa O mundo sorrindo se enche de graça E fica mais lindo Por causa do amor
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Here I love you.
Here I love you.
In the dark pines the wind disentangles itself.
The moon glows like phosphorous on the vagrant waters.
Days, all one kind, go chasing each other.
The snow unfurls in dancing figures.
A silver gull slips down from the west.
Sometimes a sail. High, high stars.
Oh the black cross of a ship.
Alone.
Sometimes I get up early and even my soul is wet.
Far away the sea sounds and resounds.
This is a port.
Here I love you.
Here I love you and the horizon hides you in vain.
I love you still among these cold things.
Sometimes my kisses go on those heavy vessels
that cross the sea towards no arrival.
I see myself forgotten like those old anchors.
The piers sadden when the afternoon moors there.
My life grows tired, hungry to no purpose.
I love what I do not have. You are so far.
My loathing wrestles with the slow twilights.
But night comes and starts to sing to me.
The moon turns its clockwork dream.
The biggest stars look at me with your eyes.
And as I love you, the pines in the wind
want to sing your name with their leaves of wire.
by Pablo Neruda
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*** VERSOS ÍNTIMOS ***
Vês?! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão — esta pantera — Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável, Mora, entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija! (Augusto dos Anjos)
POEMS BY HEINRICH HEINE
(non-literal
translation in verse by Hal Draper:)
My darling, we sat
together,
We two, in our frail
boat;
The night was calm
o'er the wide sea
Whereon we were
afloat.
The Specter-Island,
the lovely,
Lay dim in the moon's
mild glance;
There sounded
sweetest music,
There waved the
shadowy dance.
It sounded sweeter
and sweeter,
It waved there to and
fro;
But we slid past
forlornly
Upon the great
sea-flow.
Ich hatte einst ein
schönes Vaterland.
Der Eichenbaum
Wuchs dort so hoch,
die Veilchen nickten sanft.
Es war ein Traum.
Das küßte mich auf
deutsch, und sprach auf deutsch
(Man glaubt es kaum,
Wie gut es klang) das
Wort: »Ich liebe dich!«
Es war ein Traum.
I once had a
beautiful fatherland.
The oak
Grew there so high,
the violets gently nodded.
It was a dream.
It kissed me in German
it spoke in German
(One can hardly
believe it,
It sounded so good)
the phrase: "I love you!"
It was a dream.
Allnächtlich im
Traume seh ich dich,
Und sehe dich
freundlich grüßen,
Und lautaufweinend
stürz ich mich
Zu deinen süßen
Füßen.
Du siehst mich an
wehmütiglich,
Und schüttelst das
blonde Köpfchen;
Aus deinen Augen
schleichen sich
Die
Perlentränentröpfchen.
Du sagst mir heimlich
ein leises Wort,
Und gibst mir den
Strauß von Zypressen.
Ich wache auf, und
der Strauß ist fort,
Und das Wort hab ich
vergessen.
Nightly I see you in
dreams-you speak,
With kindliness sincerest,
I throw myself,
weeping aloud and weak
At your sweet feet,
my dearest.
You look at me with
wistful woe,
And shake your golden
curls;
And stealing from
your eyes there flow
The teardrops like to
pearls.
You breathe in my ear
a secret word,
A garland of cypress
for token.
I wake; it is gone;
the dream is blurred,
And
forgotten the word that was spoken
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Goodbye - Castro Alves
GOODBYE
- O ungrateful child!
You said to me - goodbye -?
Madness! better it would be
To separate the land from the skies.
- Goodbye - somber word!
Of a frozen and cold soul
You are the last flower.
- Goodbye! - misery! lie
Of a breast that does not sigh,
Of a heart without love.
O Lord! The wasteland bird
dies without a mate.
The lightning that burns the cedar
Burnt the parasite.
The star flirts with the dew:
- One is the star of the twig,
- The other is the dew of the amplitude.
But, at the light of the rising sun,
The star - in the west dies!
The dew - dies in the soil!
Never the fogs of the valley
Learnt how to say - goodbye -
If together they ascend from the ground,
Together they are lost in skies.
The wave dies on the shore…
But another wave comes soon
To die of the same pain…
- Goodbye - somber word!
Do not say - goodbye -, Maria!
Or do not speak to me of love!
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O Navio Negreiro Part 1
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‘Stamos em
pleno mar… Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm… cansam
Como turba de infantes inquieta.
'Stamos em pleno mar… Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro…
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do liquido tesouro…
'Stamos em pleno mar… Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, placidos, sublimes…
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?…
‘Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas…
Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tao grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas nao deixam traço.
Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento…
E no mar e no céu — a imensidade!
Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!
Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!
Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia,
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia…
Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pavido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!
Albatroz! Albatroz! aguia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! da-me estas asas.
English Translation
We are on the high sea… Mad in space
The moonlight plays — golden butterfly;
And the waves run after it. . . tiring
As a band of frenzied infants.
We are on the high sea… From the firmament
The stars jump like foam of gold. . .
The sea in exchange lights phosphorescence,
— Constellations of liquid treasure…
We are on the high sea… Two infinites
There narrowed in an insane embrace,
Blue, golden, placid, sublime..
Which of the two is ocean? Which sky?…
We are on the high sea.. . Opening the sails,
To the warm breath of the maritime winds,
Sail-boat brig runs to the flower of the seas
Like the swallows brush in the wave…
From where do you come? Where do you go? Of the wandering ships
Who knows the course if the space is so immense?
On this Sahara wild horses the dust raise,
Gallop, soar, but leave no trace.
Happy the one who can there, at that hour,
Feel from this panel the majesty!
Below — the sea, above — the firmament!…
And in the sea and in the sky — the immensity!
Oh! what sweet harmony the breeze brings to me!
What soft music from distance sounds!
My God! how sublime an ardent song is
Through the endless waves drifting without destiny !
Men of the sea! Oh rude sailors,
Toasted by the sun of the four worlds!
Children who the storms lull to sleep
In the cradle of these deep abysses!
Wait! wait! let me drink
This wild, free poetry,
Orchestra — is the sea, that roars by the prow
And the wind, that whistles in the ropes.
Why do you retreat so, sprightly boat?
Why do you evade the diffident poet?
Oh! if I only could follow your course
That reflects on the sea— mad comet!
Albatross! Albatross! Eagle of the ocean,
You who sleep in the mist of the clouds,
Shake your feathers, leviathan of space
Albatross! Albatross! give me those wings.
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(Yde Schloenbach)
Foi numa tarde assim. O vento soluçava Agoirando do inverno a lúgubre hospedagem No céu pálido, branco, há muito não rodava Do sol a luminosa e rútila equipagem.
A derradeira flor, no jardim desfolhava Sua pétalas. Era inóspita a paisagem Em tudo uma tristeza imorredoira errava Meu Deus! Que dolorosa e tristonha miragem!
E eu, sonhando, revia em meu dourado sonho, O meu viver tranqüilo, o meu viver risonho, Tento junto de mim o teu amor calmo e terno.
Reinava um frio intenso...e tu partiste, envolto Num último sorriso a murmurar "eu volto" E não voltaste mais! Voltou somente o inverno...

FELICIDADE REALISTA
(Mário Quintana)
A
princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote
louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a
gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos,
sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o
aluguel,
a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma
temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não
basta termos alguém com quem podemos conversar,
dividir uma pizza e
fazer sexo de vez em quando.
Isso é pensar pequeno: queremos AMOR,
todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados,
queremos
ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados,
queremos
jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e
diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver
tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma
forma mais realista.
Ter um parceiro constante pode ou não, ser
sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns
romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum.
Não
existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção.
Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo,
usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando.
Apenas o
suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.
E se a gente tem
pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda,
buscando coisas
que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco
de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e
aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas,
trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para
o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar
lá dentro o que nos mobiliza,
instiga e conduz, mas sem exigir-se
desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é
que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal
competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a.
Se você não está
de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o
que for necessário para ser feliz.
Mas não se esqueça que a felicidade
é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por
não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos
fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração.
Isso
pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
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